O ano 2000 foi emblemático. Um divisor de águas. O fim de um século. O início de outro? Discussões sem fim…No solar das batidas longas tertúlias: Uns achando que o novo século só em 2001. Outros…
De Janeiro a Dezembro escrevi alguns textos; fiz palestras.
O aparecimento de Jónas
Quem é Jónas? Leia o livro dele no velho testamento. Leia lá o livro de Jó. Jonas e Jó são emblemáticos.
Para entender o que eu quero dizer, você precisaria também assistir ao filme “ Poucas e Boas” e o artigo que o filho do Érico Veríssimo escreveu sobre essa obra prima de Woody Allen. E ainda, ler o livro: “A consciência de Zeno”, de Ítalo Svevo.
Chegar a 2001 foi bom demais. Um novo tempo. Uma nova era. Celebração da vida, das amizades, do Amor.
O que escrevo é o meu retrato escrito. Por que não falado? Faço o que sei, o que posso. Recebo o que mereço.
Meu amigo Jorge Luiz Werzbitzki, a meu rogo, teve a gentileza de criar a capa. Grande Jorginho! Seu livro: “Representação Facial Humana Descritível” já vai para a 3ª edição. No fecho do livro a frase de Shakespeare : “todo homem deveria ser aquilo que parece”.
Agora questiono: como descrever o lado interior de um portador do vírus da EEHI – (Encefalopatia pongiforme humana?)
Curitiba, 3º milênio da era cristã.
Post Scriptum:
Quanta besteira Nossa Senhora dos Afogados! Tais sandices afrontariam seus olhos no mês de maio – o mês das flores, dos amigos, dos amores…
Eis, porém , senão quando fui abatido nos idos de março. Essas palavras, idos de março, me afloram acontecimentos trágicos na Roma imperial…já Thomas Stern Eliott fixava abril, o mês cruel. Tanto faz.
O certo é que o encontro de maio foi postergado sine die. Mas, será realizado. Já está acontecendo, agora, para você…Jónas. Jó + Jonas são um só. Vieram para ficar!
PS- 2 – Desejo
Tantas palavras…
Delas não restaram nem o eco…
Fogo fátuo
Tal a chama
Fugaz
De um galho seco…
Estou a fazer setenta e três
Venha ter comigo, Amor
Mais uma vez?
30/06/01
PS- 3 – SEM LEITURA, NÃO HÁ CULTURA
As anotações dormiam no baú de papéis velhos. Passados nove anos os recupero e reflito: mudei em alguns aspectos o meu pensamento? concluo que continuo o mesmo. Chego ao final da década coerente. Este 2009 foi – todos os anos são – emblemático. São simbólicos e deixam marcas. De 1928 até agora, sorvendo tragos doces e amargos, iludo-me ao pensar que consegui eliminar do meu peito amante o travo amargo das desilusões. Que não lamento o que muito quis, em vão, e que estou contente com o que me foi dado. Que sou humilde e nada vaidoso. Que sou bom…Na ante-véspera de 2010 ainda olho para a frente. A estrada estreita-se, mas vamos lá, está baixa a maré, mas vamonessa, que dá pé….
