Uma casa em ordem

julho 28, 2017

Aprendi na infância, com mamãe Hortencia, a organizar as coisas, em uma casa sem empregada, seis filhos, e presença constante de parentes e amigos. Resumindo: um lugar para cada coisa, cada coisa em seu lugar, ou usou, lavou, enxugou, guardou …

Muitíssimos anos se passaram. Desde fevereiro último estou vivendo uma nova experiência sob a supervisão de Monica Assumpção Marcellino, profissional eficientíssima. Sinto como é bom ter uma casa em ordem.

Uma casa em ordem RN e Monica Assumpção Marcellino

 

PS: Como não sou egoísta aqui vai a direção da minha amiga:

Cartão Monica Assumpção Marcellino

 

 

A alegria de se ter um amigo

julho 20, 2017

Hoje, 20-07-17 – Dia Internacional da Amizade

Um amigo fiel é bálsamo para a vida, é a mais segura proteção.

Poderás acumular tesouros sem conta; nada, porém, vale mais do que um amigo sincero.

Sua presença desperta no coração uma alegria que invade todo o nosso ser.

Com ele é possível viver uma união profunda que dá ao espírito um gozo inexprimível.

A lembrança dele desperta a nossa mente e a liberta de muitas preocupações.

Essas palavras têm sentido só para quem tem um amigo verdadeiro, e também para quem, mesmo encontrando-o a cada dia, nunca se sente de todo saciado.

São João Crisóstomo

 

 

Festas familiares

julho 20, 2017

Desde o início do mês Ana Nogueira está na área. São as férias longas dos americanos. A presença de Ana é sempre uma festa para familiares e amigos. Ainda é tempo de dizer que o aniversário do amigo Samuel Cavalcante Marcelino foi muito festejado, assim como será o de sua neta Beatriz Assumpção Marcelino Rodrigues neste fim de semana.

Com o tema Batman, Henrique Licht Nogueira Gomes dos Santos a festa dos cinco anos desse meu bisneto aqueceu a noite de Curitiba esta semana. Além da avó Ana estava presente a linda Isabela.

Em Niterói o chá de bebê reuniu dezenas de adultos e crianças em homenagem à Júlia, primeira neta de Lucia, filha de Camilla e Fernando que vai nascer nas próximas semanas. Para ela:

“Maravilha, maravilha,

A menina vai nascer!

Do papai, da Mamãe,

Infinito bem querer!”

E para encerrar, Margarida Maria Moura, comemorou no Recife, mais um ano de vida dedicada à família e milhares de alunos, ela que é professora de antropologia na Universidade de São Paulo.

 

PS: Família é tudo de bom !

Ana Maria Nogueira e Isabela NogueiraSamuel Cavalcante MarcelinoHenrique Licht Nogueira Gomes dos Santos e Isabela NogueiraCamilla Veneu Julia Veneu e Fernando AssunçaoMargarida Maria

 

Samuel Cavalcante Marcelino

julho 14, 2017

Não o conheço pessoalmente. Ainda não. Mas conheço algumas coisas de sua vida, eis que suas filhas Marcia e Monica são minhas amigas. Monica, aliás, tem sido uma colaboradora preciosa. O senhor Samuel e eu temos algo em comum: a mesma idade, o mesmo signo. Hoje, 14 de julho ele está completando 89 anos de vida.

Feliz aniversário!

 

 

VOCÊ

junho 30, 2017

Você me emocionou ao lembrar-se do meu aniversário. Estou feliz e realizado. Quando me lembro de você lamento que a distância impeça-me de dizer-lhe – olho no olho – eu te amo!

Obrigado! Obrigado!

Rubens – 89 anos . . .

 

 

Essa é uma longa história

junho 29, 2017

O livro é ótimo. Texto dirigido às crianças, leva adultos a relembrar os mistérios do Universo, a voltar aos anos escolares quando se aprendia que tudo começou há bilhões de anos, que a Terra é o resultado de nuvens de poeira, que os continentes eram unidos, que a vida começou nos oceanos e por aí vai desde sempre e para sempre.

 

Serviço: Essa é uma longa história – a evolução da Terra para crianças. Autores: Otavio Augusto Boni Licht e seu neto Pedro Weber Licht Kaminski.

Comunicare Gráfica – http://www.comunicare.com.br

 

 

 

A história é Amarela

junho 29, 2017

Uma antologia de entrevistas publicadas na Revista Veja semanalmente há 48 anos. Um livro de História. Gostei muito do que disse Tom Jobim em 26 de março de 1988, aos 61 anos, ao desembarcar no aeroporto que hoje tem o seu nome. Veio visitar a mãe já que morava nos Estados Unidos. Aproveitaria para ver se o imposto de renda lhe devolveria o que ficou retido na fonte. “Aqui, se o sujeito trabalha, logo o fiscal, a polícia e os ladrões estão atrás dele”. “É um país maravilhoso, mas cada um inventa o inferno que merece”.

 

 

 

A FRASE

junho 29, 2017

O que segue é um esboço, uma tentativa, pequena experiência.

 

“Sinto muito dizer, agora é tarde,

Nossa chama de amor já não arde …”

Canção popular

 

A voz dela era doce e suave, musical e embaladora. Não devia ter telefonado. Não naquele momento. Ele estava deprimido. Como de costume, depois da separação. Achando-se um trapo. Digno de pena. Depois do alô grunhiu algumas palavras convencionais, friamente, melhor, soturnamente. Ela, porém, parecia eufórica, alegre.

– Meu amor, o que você tem? Parece triste…

– (Ele em silêncio)

– Querido, fale alguma coisa. Sabe o filme que você me recomendou? Aquele, como é, onde aparece o Marlon Brando… dom Juan de Marco, lembra? Um barato!

– Em silêncio, ele começou a se lembrar de outros telefonemas dela, as vezes tarde da noite, horas de conversa. Dos passeios. Dos cinemas à tarde. Meses de separação, mas a amizade permanecia. Uma noite dessas, ele foi àquele restaurante. Estiveram ali várias vezes. Os garçons os tratava como amigos. Brutal coincidência: lá estava ela, acompanhada de um jovem louro, alto, bonito. Ele procurou um lugar atrás de uma coluna, de onde podia observar o casal, sem ser visto por eles. O diálogo entre os dois era fluente, pareciam ter muito o que conversar, deviam estar ali há horas. Pois logo depois saíram, rindo, de mãos dadas. Na cabeça dele, uma frase, que poderia estar pintada em uma camiseta: “I’M IN GOOD COMPANY… MY SELF”. Quando deu por si, o telefone estava com o ruído de ligação interrompida. Até quando?

 

 

 

Vale a pena ler de novo UM PARANAENSE DE CORAÇÃO

junho 29, 2017

Nilton Freixinho é uma pessoa incomum: ao lhe perguntarem porque não se apresentava como General (nós o tínhamos como) respondia: “é difícil General arranjar emprego. Coronel é mais fácil”.

Durante uma visita de ingleses à barragem de Itaipu (membros da Real Sociedade Britânica de Engenharia), Freixinho disse, entusiasmado, ao chefe da delegação: – “Itaipu não é obra para inglês ver, é para ser vista pelos ingleses”. Se o “Sir” entendeu não sei, mas Freixinho arrematou seu discurso sob aplausos quando definiu a hidrelétrica como “a culminância da tecnologia mundial de barragens”.

Jovem cadete do Exército, Freixinho serviu em Curitiba, em um dos quartéis da avenida Erasto Gaertner. O lago do parque Bacacheri (está muito bem tratado e iluminado) era o tanque onde os “guerreiros” iam lavar os cavalos do batalhão. Freixinho, aconselhado por uma “mulher dama” das redondezas, juntou as economias de oficial solteiro e comprou por alguns mil réis, vasto trato de terra entre a Boa Vista e o Bacacheri. Hoje seria milionário, mas trocou suas terras por um apartamento no Rio de Janeiro, onde se fixou para sempre.

Isto é, para sempre, em termos. Entre 1974 e até há pouco o Paraná foi seu foco de interesse, como responsável pelo Serviço de Informações Técnicas da Diretoria Geral da Itaipu Binacional. Seu “quartel” era um apartamento no Hotel Bourbon em Foz do Iguaçu. A camareira sabia: Freixinho somente dormia entre lençóis brancos. Dormia? Mais ou menos. O gerente Oliveira brincava: enquanto ele está aqui, não precisamos de vigia noturno; ele acorda durante a noite e caminha até o dia clarear, em volta do hotel.

Fato. No Rio sabíamos que não era de bom tom ligar para ele após oito horas da noite. Deitava-se muito cedo. Porém, muito antes do amanhecer já estava trabalhando: lendo, escrevendo, coordenando estudos, gráficos, números, checando tudo.

Era o “ghost-writer” do General José Costa Cavalcanti. Estamos bem lembrados das dezenas, centenas de palestras e conferências pronunciadas pelo Diretor Geral de Itaipu nos primeiros dez anos da “obra do século”.

Freixinho é um homem de fazer, não de falar. Pouco discorre sobre sua longa, trabalhosa e verdadeiramente útil existência, mas sei que se orgulha das fases da vida em que teve o Paraná por cenário. De coração é paranaense.

Em uma dessas etapas teve a elevada responsabilidade de comandar o grupo de artilharia da Lapa, berço histórico de tantos homens ilustres, entre eles Ney Braga, seu ex-aluno na Escola de Comando e Estado Maior.

O General Raymundo Negrão Torres, meu colega na diretoria do Centro de Letras disse-me (ele que também comandou o hoje 1º/5º RO 105 – grupo Gomes Carneiro) que não conhece Freixinho pessoalmente, mas o admira e o respeita pela boa fama de que desfruta entre seus antigos companheiros de farda.

Releio o que já escrevi e me alerto: este texto está parecido (sem o brilho dele) com a “Galeria” de F. Caldeira de Andrada, no jornal “Brasil Presbiteriano”. Vá lá que seja. Plágio literário não é pecado mortal. Se Paulo Francis foi alvo de um livro de 500 páginas, no qual aparece como plagiário e ignorante…

Nilton Freixinho aproveitou muito bem suas madrugadas de estudo. Como disse o General Jonas Correia Neto, ao saudá-lo, ano passado, no Instituto de Geografia e História Militar, no Rio de Janeiro:

“Não exagero, por afirmar eu o Instituto recebe seu novo sócio com a certeza de que, pela obra suculenta que tem apresentado, possui ele mais do que o direito à Cadeira (nº 49, Visconde de Maracaju) que vai ocupar: nós é que precisamos de que ele venha para a nossa companhia”.

Justas palavras! Nos últimos quatro ou cinco anos Freixinho já produziu: “O Poder Permanente da História” (Ed. Kosmos, 1992 e Bibliex, 1994); “Brasil, Os Difíceis Caminhos da Integridade” (Ed. Kosmos, 1994); e está saindo do forno: “As Instituições em Tempos de Crise – duas vidas paralelas: Dutra e Goes Monteiro”.

Pela dedicação e mérito incontestes, Freixinho tornou-se, recentemente, verbete do “Dicionário Bibliográfico de Escritores do Comitê Internacional Des Sciences Historiques – Commission Internacionale d’Históire Comparée, Sélection 1992-1995, Berne, Suisse.

De vem em quando, mando-lhe uns pobres textos. Ele, generoso, me responde: “de pedrinha em pedrinha, você, Rubens vai construindo seu castelo neste mundo”. Ave Freixinho, Deus o conserve. Parece-me que já escrevi algo semelhante em outro lugar. Plágio de mim mesmo! Que me importa?

Rubens Nogueira

(Da Academia Sorocabana de Letras e do

Centro de Letras do Paraná)

 

 

O Caminho da Porcelana

junho 29, 2017

Gostei do título que me lembrou o livro de uma amiga: o caminho da seda. Comprei para meu filho Marcio que é excelente ceramista formado no exterior. Mas ao folheá-lo percebi que muito mais que uma obsessão pela arte, o autor Edmund de Wall é um grande estudioso de História, memorialista, filósofo, um belo intelectual. Antes de postar para Marcio vou ler o quanto puder.

 

Serviço: O caminho da porcelana, Edmund de Waal, editado pela Intrínseca.