O genial Charles Chaplin

novembro 13, 2021

12/11/2021

         Charles Chaplin não foi apenas um palhaço genial esse inglês americanizado divertiu o mundo com o seu personagem Carlito, um ator e produtor durante muitas décadas. Foi expulso dos Estados Unidos depois de casar-se com uma adolescente filha de um amigo teatrólogo. Oona O’Neill lhe deu 8 filhos. Morou por muitos anos na Suíça.

         Ele ajudou esse país a enriquecer. Mas também onde trabalhou muito pelo cinema como diversão e arte.

         Sua biografia com mais de mil páginas foi escrita por uma chinesa.

         Já idoso produziu um filme no qual ridicularizou Adolfo Hitler. “O grande ditador” é um dos filmes mais contundente sobre generais, mas sobretudo um documento que expõe ao ridículo a figura do alemão que reabriu a discussão sobre a 1ª Grande Guerra – 1914-1918. A 2ª foi de 1939 a 1945.

         Seu outro longa metragem – “Um rei em Nova York” é ótimo mas não tem o mesmo peso do primeiro.

         O que mais marcou a vida desse palhaço, porém, foram centenas de pequenas obras-primas – filmes de uma parte – 10 minutos de duração, nos quais ele recorda a dura vida de um menino pobre na época em que ser inglês não tinha nenhum charme.

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Divinos atributos

novembro 13, 2021

08/11/2021

         Se a natureza nos brindou com dois instrumentos – saúde e inteligência, nada mais desejável que os usemos como nossa contribuição para o progresso do conhecimento.

         Essas ferramentas cerebrais que chamamos de régua e compasso devem ser usados para melhor distribuição do conhecimento.

         Basta a auto consciência da capacidade intelectual, ler os bons autores e colocar no papel nossas descobertas. Ninguém precisa ser gênio.

         Estas reflexões foram inspiradas na vida da cantora Marília Mendonça.

A história da mala

novembro 4, 2021

01/11/2021

É uma história antiga que de vez em quando me volta a mente, o que significa que teve importância em meus primeiros dias por aqui.

Eu chegara dias antes. Após alguns dias dormindo na zona da Leopoldina, em uma taberna quase sempre ocupada com empregados que trabalhavam nos trens que circulavam entre o Rio, Belo Horizonte e São Paulo, a Central Rio – São Paulo e a Leopoldina Rio – Belo Horizonte.

Na década de 40 as estradas – de ferro ou as rodovias, eram precárias.

A rodovia Rio – São Paulo era um sonho ser asfaltada. As viagens longas, poeirentas, perigosas. Quando chovia, ir de carro ou de ônibus era desconfortável, e demorava muito. Chegava-se cansado e empoeirado. As ligações aéreas eram muito caras.

O caso da mala me marcou muito. Era grande, e estava com tudo que minha mãe preparou. Tinha até talheres. Na taberna era chegar, receber uma toalha pequena, pagar 10 mil réis e acomodar-se em cubículos onde cabiam 2. De manhã, banho coletivo na cobertura.

Dias depois, consegui uma vaga na pensão de uma senhora portuguesa – D. Conceição. Era o número 35 da rua da Carioca. A janela, no primeiro andar dava para o Bar Luiz, que frequento até hoje. Da janela apreciava os frequentadores entre eles o famoso autor do sucesso – “Quanto riso, óh quanta alegria, mais de mil palhaços no salão…”

Dois meses depois fui morar onde hoje é o Morro dos Prazeres, final da linha do bondinho de Santa Tereza. Dali saí para me casar, com 22 anos. Morei lá 4 anos.

Na casa onde morava uma senhora da igreja reuniu uma rapaziada e com isso podia cuidar do filho, que tinha problemas de pulmão.

Eu trabalhava 14 horas por dia. Quando perdia o último bonde, subia a pé até a Lagoinha.

No bonde sempre encontrava Dick Farney e seu irmão Cyll. Farney era pianista e tocava na rádio às 11 horas da noite.

Comunismo – palavra que mudou o mundo

novembro 1, 2021

31/10/2021

“Dez dias que abalaram o mundo” é o título do livro escrito por John Reed, jornalista que estava em Moscou no dia 17 de outubro de 1917 e foi testemunha do maior acontecimento do século – “a implantação do Regime Comunista”. (Carlos Azevedo)

O livro foi proibido na ditadura Vargas, mas eu li por empréstimo o volume da Biblioteca Maçônica da cidade.

O oleiro e o poeta

novembro 1, 2021

O carvalho e o eucalipto

novembro 1, 2021

A raposa sem pernas

novembro 1, 2021

Milan Alram

outubro 18, 2021

11/10/2021

         Na minha atividade de Jornalista, Publicitário e Relações Públicas tive oportunidade de conhecer e trabalhar com um grande número de fotógrafos. De um deles fiquei amigo fora das atividades profissionais.

         Era um galã. Alto, louro, sempre sorridente, Milan era uma pessoa bem humorada, sempre contava histórias engraçadas. E pensava que era francês. Em certa época ele passou um ano em Paris fazendo registro da variação das cidades durante as quatro estações do ano. Ganhou prêmio.

         Sua coleção da construção de Brasília impressiona. Desde o Catetinho, edifício de madeira para o pessoal que acompanhava a construção dos edifícios até a inauguração.

         Viajamos várias vezes a Campinas onde a General Electric construía uma grande fábrica. Após entrar em operação voltamos lá onde Milan fotografou um ensaio elétrico de um transformador gigantesco.

Correu o mundo no calendário da empresa que todos os anos era publicado.

         O imenso arquivo, bem organizado está sob a guarda do seu filho.

         Eu ia visitá-lo no seu estúdio e certo dia ele me pediu para posar. Sei que eu de paletó e gravata e durante horas fiquei a sua disposição.

         Milan Alram morreu muito jovem. Sinto saudade desse grande companheiro e amigo.

Universidade Bennett

outubro 8, 2021

08/10/2021

         Quem passa pela rua Marquês de Abrantes nota a movimentação por que passa o Colégio Bennett. Quando terminar a construção estará ali a Universidade Bennett, instituição de ensino de origem gaúcha, pertencente a Igreja Metodista do Brasil.

         Enquanto foi colégio ganhou fama pela qualidade do ensino, do pré-primário até o colegial. Meus quatro filhos estudaram lá.

         O que ouço dizer é que vai se tornar universidade. Muito natural.

         Tornando-se universidade, vai enriquecer o ensino superior no Rio de Janeiro.

         Com certeza!

Paschoal Ranieri Mazzilli

outubro 7, 2021

06/10/2021

         O nome lhe diz alguma coisa? Para mim diz muito.

         Homem das antigas correto e honesto. Modesto!

         Ocupou a presidência da república 11 vezes, nunca se ouviu um cochicho sobre a sua conduta.

         Ele foi coletor de impostos em Sorocaba.

         Era um cargo importante. Quando foi promovido e transferido para o Rio, ainda Distrito Federal, ocupava salas com vários auxiliares e no 23o andar de um edifício no centro da cidade.

         Deixara muitos amigos em Sorocaba.

         Um deles me deu um cartão de apresentação.

         Ele me cozinhou por uns 40 dias.

         Mas quando me recomendou ao dono do “Diário de Notícias”, ganhei meu primeiro emprego. Era o segundo jornal mais importante da cidade sendo o “Correio da Manhã” o primeiro, o “Globo” ainda lutava para ganhar a primazia. Hoje é o império que Roberto Marinho construiu.

         Mazzilli e Orlando Dantas eram mesmo muito amigos. O dono do “Diário de Notícias” que ganhara a simpatia de Assis Chateaubriand já disputava o posto de principal matutino da cidade recebeu-me com simpatia, ele mesmo testou meus conhecimentos e até foi meu amigo, ele, seus filhos e esposa. Dantas é nome de rua em Botafogo.

         Trabalhei lá 14 anos, quando o jornal fechou as portas, comecei como “Suplente de Conferente da Revisão” e saí como Redator de uma sessão muito importante para o jornal – “Diário Escolar”.

         Durante 14 anos meu expediente começava às 8 da manhã na General Electric e terminava cerca da meia-noite.

         Morava em Santa Tereza e várias vezes perdi o último bonde e subia o morro elegante até a Lagoinha – hoje Morro dos Prazeres. Eu morava em uma república, antigo palácio de um embaixador brasileiro que vivia no exterior.

         Morei lá dos 18 aos 22 anos quando me casei. Sinto saudades.